Delação de Delcídio pode perder validade

Por Gabriela Mestre

Com supervisão de Lucas Lyra

O ex-senador Delcídio do Amaral poderá perder as isenções de sua delação premiada que condenou um pagamento de R$250 mil a Nestor Ceveró, ex-diretor da área internacional da Petrobras, supostamente feito por Lula e pelo banqueiro André Esteves. O procurador da República Ivan Cláudio Marx, do Ministério Público Federal, solicitou a absolvição de Lula e do banqueiro, uma vez que o silêncio de Ceveró era interesse exclusivo de Delcídio.

De acordo com o MPF, não há provas que sustentem a acusação de que Lula e Esteves compraram o silêncio de Ceveró, o que comprometeria o andamento da Operação Lava-Jato. O verdadeiro interesse da ocultação das denúncias do ex-diretor seria do próprio Delcídio, que recebeu R$ 4 milhões da construtora UTC como propina na época da campanha de Lula em 2006.

Delcídio do Amaral foi preso em novembro de 2015 pela Polícia Federal e solto em fevereiro de 2016 após o acordo de sua delação, permanecendo em recolhimento domiciliar. Já Nestor Cerveró foi para a prisão em janeiro de 2015, onde ficou por um ano e meio.

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