Temer enfrenta as acusações de Janot

Por Gabriela Mestre

Com supervisão de Lucas Lyra

Pela segunda vez, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou denúncia contra o presidente Michel Temer, nessa quinta-feira (14). A primeira denúncia, a respeito de corrupção passiva, havia sido rejeitada pela Câmara dos Deputados. Dessa vez, Janot almeja a autorização da Câmara para que o Supremo Tribunal Federal (STF) possa analisar sua incriminação de Temer por obstrução de Justiça e organização criminosa. Temer nega as acusações.

A defesa de Temer alega que as denúncias só serão legítimas se o STF validar, nessa quarta-feira (20), as indicações dos delatores da J&F, que já tiveram acordos de delação anulados. De acordo com o presidente, “A denúncia apresentada pelo PGR é recheada de absurdos. São ilações que misturam fatos, para confundir e ganhar ares de verdade”. Disse ainda que ao fim do processo, poderá se dedicar aos “problemas reais do Brasil”.

Janot encontra os fundamentos da acusação na investigação da Polícia Federal que revela um sistema de propina envolvendo R$ 587 milhões, liderado por Temer e complementado por ex-deputados do PMDB. O grupo foi intitulado como “quadrilhão do PMDB”. A denúncia dessa quinta-feira também acusou os empresários Joesley Batista e Ricardo Saud; os ex-deputados Eduardo Cunha, Rodrigo Rocha Lourdes e Henrique Alves, que também é ex-ministro; o ex-ministro Geddel Vieira Lima e os atuais ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco. Todos são membros do Partido do Movimento Democrático Brasileiro.

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