Futuro de Temer será norteado conforme decisão do STF

Por Gabriela Mestre

Com supervisão de Lucas Lyra

Após ser denunciado por organização criminosa e obstrução de Justiça pelo ex-Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, o presidente Michel Temer espera que o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleça a devolução da denúncia na sessão dessa quarta-feira (20) na Câmara dos Deputados. O ministro do Supremo e relator da Lava-Jato, Luiz Edson Fachin, rejeitou, nessa terça-feira (19), a devolução da denúncia à Procuradoria Geral da República, uma vez que o julgamento já estava em curso.

De acordo com a defesa de Temer, a denúncia deve ser analisada pela nova Procuradora Raquel Dodge, ao invés de ser encaminhada para a Câmara dos Deputados. O advogado Antonio Cláudio Mariz de Oliveira alega que as acusações se referem a um período anterior à presidência de Temer, e de acordo com a Constituição, um Presidente não pode ser investigado por casos antecedentes ao seu mandato.

Se o caso tiver 342 votos na Câmara dos Deputados para autorizar o STF a receber a denúncia, Michel Temer pode ser afastado da Presidência durante o julgamento do fato pelos ministros. No decorrer desse processo, o cargo de Presidente da República seria ocupado pelo atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

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