Depoimento de cabo da PM pode implodir o governo Taques de vez

Por Lucas Lyra

 

Com diversos escândalos se acumulando nos últimos meses, o governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), não está mesmo nos melhores dias. Desta vez, o cabo da PM, Gerson Ferreira Corrêa Junior, preso em maio acusado de envolvimento com a “grampolândia pantaneira”, afirmou em depoimento que o ex-chefe da Casa Civil do Estado e primo do governador, Paulo Taques, entregou R$50 mil ao coronel da PM, Evandro Lesco. O dinheiro teria sido entregue com a finalidade de custear os grampos ilegais a serem implantados. Lesco também exerceu a função de Chefe Militar de Mato Grosso.

Gerson foi ouvido por delegados da equipe do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), que investiga o episódio. Segundo ele, o esquema foi iniciado ainda em 2014, durante a campanha de Taques ao comando do Executivo estadual. Ainda segundo o militar, os alvos das escutas eram adversários políticos de Taques. Gerson recebia os nomes dos indivíduos a serem grampeados do ex-comandante da PM em MT, Zaqueu Barbosa, preso também em maio.

Gerson era o especialista em escutas telefônicas da Casa Militar, órgão que faz a defesa do chefe do Executivo estadual, desde 2016. Antes, o cabo passou 12 anos atuando junto ao Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (GAECO).

O desembargador Orlando Perri, responsável pela “grampolândia pantaneira” no TJMT, determinou, além da prisão de Gerson, mandato de busca e apreensão na casa do militar afastado, pois denúncias davam conta que o suspeito guardasse equipamento de escutas telefônicas em casa. Segundo Perri, Gerson Ferreira era o responsável por administrar o “sistema Sentinela”, que controlava as escutas ilegais.

 

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