Moro condena integrantes da Petrobras e PMDB pela Lava Jato

Por Gabriela Mestre

Com supervisão de Lucas Lyra

O juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, condenou nessa sexta-feira (20) o ex-gerente da Petrobras Luiz Carlos Moreira a 12 anos de prisão. Além dele, condenou a prisão preventiva os lobistas ligados ao PMDB Jorge Luz e seu filho, Bruno Luz, o primeiro a 13 anos e oito meses de prisão, correspondendo sete anos a mais que a condenação de seu herdeiro.

Preso sexta-feira no Rio de Janeiro pela Polícia Federal depois de destruir provas, Carlos Moreira foi acusado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo de investigação de propina da Área Internacional da Petrobras. Também por esses crimes foi condenado o lobista Jorge Luz, sendo seu filho incriminado por lavagem de dinheiro, ambos resultados de esquemas de propina entre o Grupo Shahin e a Petrobras.

Em fevereiro desse ano, pai e filho haviam sido presos nos Estados Unidos após investigações da 38° fase da Lava Jato. Dentre processos corruptos, foi constatada a contratação de um navio-sonda da Petrobras, que destinaram ao então senador do PMDB, Renan Calheiros, US$ 6 milhões. Operadores do PMDB, os lobistas atuam pela Petrobras desde os anos de 1980.

Para Moro, os condenados não poderiam recorrer a condenação em liberdade, alegando que mais crimes poderiam ser praticados. Outros réus foram acusados nessa sexta-feira no mesmo processo, sendo eles Fernando Schahin, Demarco Jorge Epifânio e Agosthilde Monaco de Carvalho, percorrendo os crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

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