Pesquisas revelam que Uber não prejudicou taxistas

Por Gabriela Mestre

Com supervisão de Lucas Lyra

Estudos da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), associados a pesquisas do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e do IBGE, alegaram que a inserção do Uber não prejudicou o rendimento dos taxistas em número de corridas e renda média por hora em pelo menos sete capitais brasileiras.

Uma pesquisa inédita do Cade, pelo contrário, demonstra que o aplicativo foi benéfico à rede de taxis, uma vez que estimulou a redução dos preços e aumentou o mercado. Contudo, integrantes dos sindicatos dos taxistas persistem em argumentar que foram prejudicados. Para o diretor do sindicato em Belo Horizonte, Dirceu Vilarino, a queda na renda em cerca de 50%.

O economista Cristiano Aguiar de Oliveira, que compôs a pesquisa acadêmica, disse que os motoristas de taxi têm dificuldade em separar os efeitos da recessão financeira no país e a chegada do aplicativo Uber.

Os estudos serão importantes para a discussão do Projeto de Lei Complementar (PLC) 28/2017, que traz regulamentações aos serviços de transporte individual pago em aplicativos como Uber e Cabify. O projeto retornou para a Câmara dos Deputados nessa terça-feira (31), depois de ser aprovado com destaques no Senado.

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