Defesa de Lula pede destruição de grampos, mas não é atendida

Por Gabriela Mestre

Com supervisão de Lucas Lyra

Foi divulgado nessa quarta-feira (8), que a defesa do ex-presidente Lula (PT) teve o pedido de destruição imediata de gravações telefônicas negado pelo relator da Lava Jato, desembargador João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) de Porto Alegre. Para ele, não há urgência no pedido.

As conversas são do escritório da Teixeira, Martins e Advogados, gravadas entre fevereiro e março de 2016 com autorização do juiz Sergio Moro pela Operação Alethea. A destruição dos grampos foi solicitada pelo argumento de que os telefonemas estavam sob sigilo garantido por lei aos advogados. Gebran Neto avaliou que “nem mesmo sob a ótica da urgência se justifica a intervenção prematura do juízo recursal”.

De acordo com os advogados, 462 conversas entre os profissionais e seus clientes foram gravadas, somando 417 horas de grampos. O mandato de segurança, que foi realizado no final de outubro, deve agora ser avaliado pela 8ª Turma da Corte.

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