Segóvia discute Reforma da Previdência e requer direitos da classe que ‘enfrenta a corrupção’

Por Gabriela Mestre

Com supervisão de Lucas Lyra

O novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, se reuniu nessa terça-feira (28) com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a fim de discutir as questões da Reforma da Previdência que interessam à PF.  Para Segóvia, é necessário encontrar um “ponto de equilíbrio” entre os policiais e o governo brasileiro.

Além do diretor, Maia convidou membros da base aliada e economistas para participar da reunião. Dentre os pontos discutidos, esteve a redução da idade da aposentadoria dos policiais para 55 anos, a integralidade, que prevê que o oficial aposentado receba o mesmo salário da ativa, e a paridade – pontos defendidos pelo representante da PF.

Defendendo sua categoria, Segóvia afirmou que “o policial ao longo da carreira sofre bastante, a gente vê os policiais mortos no combate, a dificuldade da segurança pública no país. Então, perder direitos neste momento seria péssimo para o policial, que hoje enfrenta a corrupção, enfrenta diversos problemas no país.”

Maia é grande defensor da proposta de emenda à Constituição, que estava prevista para ser votada na Câmara até o final de 2017, de acordo com os propósitos do Presidente Michel Temer (PMDB). Contudo, para ser aprovada, 308 dos 513 parlamentares precisam ser favoráveis a Reforma, volume ainda inalcançado pelo governo. Na segunda-feira (27), Maia admitiu que a votação deve ser feita em fevereiro de 2018.

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