Maluf se entrega à PF e inicia romaria até a Papuda

Por Gabriela Mestre

Com supervisão de Lucas Lyra

O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) se entregou à Polícia Federal nessa quarta-feira (20), em São Paulo, depois que o ministro Edson Fachin do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou sua prisão imediata. A condenação por lavagem de dinheiro enquanto prefeito de São Paulo também determinou a perca do mandato de Maluf.

Pela manhã, Maluf se dirigiu à Superintendência da PF na Lapa, Zona Leste de São Paulo, acompanhado de seu advogado Ricardo Tosto, seguirá ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo de delito e deve ser levado à Brasília ainda nessa quarta-feira, onde cumprirá pena no presídio da Papuda. O ex-prefeito foi condenado em março, mas apenas nessa terça-feira (19) sua prisão foi imposta por Fachin.

Maluf entrou com recursos duas vezes desde outubro, negados pelo Supremo. Com a prisão, o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro informou que irá recorrer ao STF ainda nessa quarta-feira e reivindicará prisão domiciliar.

A pena de 7 anos, 9 meses e 10 dias de prisão será cumprida, inicialmente, em regime fechado. Além de perder o cargo, ele também deverá pagar multa no valor de cinco vezes o salário mínimo em vigor durante seu mandato na prefeitura. Ele também estará impedido de ocupar cargos administrativos nos próximos 15 anos.

A denúncia do Ministério Público conta que Maluf recebeu propina quando prefeito no período de 1993 a 1996 das empreiteiras Mendes Júnior e OAS, e desviou recursos de obras da atual avenida Roberto Marinho que somavam R$ 800 milhões.

Por dez anos, Maluf foi investigado pela primeira instância da Justiça, que supôs movimentação de US$ 170 milhões de recursos ilícitos do ex-prefeito antes do caso ir ao Supremo. Fachin considerou em sua determinação US$ 15 milhões desviados. A defesa alega “omissão”, “contradição” e “obscuridade” no julgamento, e para Fachin, Maluf “não logrou êxito em demonstrar quaisquer desses defeitos”.

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