ENFIM, MINISTRO DO STF

Kassio Nunes Marques, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para a vaga de Celso de Mello, tomou posse como ministro do Supremo tribunal Federal (STF). Ele prometeu atuação objetiva, disposição ao diálogo e garantimos. Nunes Marques foi além ao dizer a sua opção por votos curtos, além de manter as portas abertas no gabinete para ouvir parlamentares e colegas da Corte Suprema. O novo ministro é o oposto de Celso de Mello, que se aposentou em outubro após 31 anos no STF. Resta saber se o novo membro manterá a isenção quando o julgamento envolver os interesses do Executivo.

SISTEMA FRÁGIL

Nem mesmo o complexo cabedal de segurança implantado na rede de computadores dos ministérios está livre de ataques cibernéticos. Na manhã desta quinta-feira a rede do Ministério da Saúde teve que ficar off devido a suspeita de que hackers teriam invadido o sistema. Apesar disso, serviços a usuários externos, como marcação de consultas no SUS, não foram atingidos. Pelo que ficou no ar, a Justiça Eleitoral já colocou as ‘barbas de molho’ e deverá reforçar o seu sistema de segurança para as eleições do dia 15.

CAIXA CHEIO

As transferências feitas pelo presidente Jair Bolsonaro nos primeiros meses de pandemia do novo coronavírus, somadas à recuperação de receitas próprias, levaram os estados a atingir o maior volume de recursos em caixa dos últimos 20 anos. De 2000 a 2020, é o maior patamar de caixa bruto dos estados. De fato, os governos estaduais estão em situação até melhor do que a União, em consequência do pós-pandemia. Vale ressaltar que, dos entes federados, o grau de importância começa pelos municípios, depois Estados e, por fim, a União.

DRAMA DO LULA

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está tentando adiar a sua volta à prisão, protelando o julgamento do STJ no caso do Triplex de Guarujá, que vai aproximá-lo do transito em julgado. Foi mais um, de quase duas centenas de recursos. Mas ontem, o ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin negou novo recurso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o julgamento do caso, que corre na Quinta Turma do STJ. Esta é a segunda derrota em um mês, pois no início de outubro, Fachin já havia negado pedido semelhante da defesa de Lula

EFEITO CASCATA

A eleição presidencial nos Estados Unidos virou uma caixinha de surpresa e deverá impactar a geopolítica mundial. Na verdade, ainda não se sabe se tudo terminará bem ou se o pleito irá para os tribunais. Joe Biden está na frente e Donald Trump já antecipa que não aceitará o resultado. Uma coisa é certa. Se Trump levar, mesmo que seja pelo tapetão, beneficia de certa forma os planos do Palácio do Planalto. Já a vitória de Biden, segundo especialistas, pode impactar diretamente os planos de reeleição do presidente Jair Bolsonaro além de emperrar alguns acordos comerciais devido à política ambiental e de direitos humanos do governo brasileiro. É esperar pra ver!

PENDEU A BALANÇA

As relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos sofreram forte contração em 2020 graças à pandemia do novo coronavírus. Mas, diante da possibilidade da eleição de Joe Biden (democrata) para a Casa Branca, é concreta a hipótese de que a redução dos resultados da parceria Brasil-EUA se agrave por causa das posições do governo Bolsonaro. O Brasil exportou R$ 17,1 bilhões em produtos para os EUA, entre janeiro e outubro deste ano, contra R$ 24,7 bilhões do mesmo período do ano passado –– o que representa uma redução de 29,6%. Nas importações, o recuo foi de 19,7%. Se o Trump for reeleito, não muda nada. Caso Biden seja eleito, o Brasil terá que mudar a sua postura para evitar perdas maiores.

MOEDA DIGITAL

Se depender do ministro da Economia, Paulo Guedes, o Brasil terá terá uma moeda digital. O projeto já está em estudo no Banco Central (BC), que vê a moeda digital como uma consequência do processo de digitalização do mercado financeiro que está ganhando força com o Pix. Guedes não deu detalhes do projeto, mas lembrou que o mercado financeiro brasileiro já vem avançando na digitalização por meio do Pix, do open banking, das fintechs e também por meio do pagamento digital do auxílio emergencial.

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