Bolsonaro continua à frente de possíveis candidatos para o pleito de 2022

À FRENTE

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é avaliado como bom ou ótimo principalmente entre homens (41%), evangélicos (53%), pessoas acima de 35 anos de idade (43%), com renda de mais de cinco salários-mínimos (42%) e que moram em cidades de médio porte — entre 40 mil e 200 mil habitantes (45%). É o que diz o levantamento XP/Ipespe realizado na primeira semana de dezembro. Agora, 38% das pessoas ouvidas consideram o governo ótimo ou bom, contra 37% antes. Outros 35% avaliam a administração federal como ruim ou péssima contra 34% no mês anterior. A avaliação do governo como regular caiu ligeiramente de 28% para 25%.

ELEIÇÕES 2022

Se as eleições fossem hoje, o presidente lideraria com 29% das intenções de votos. O segundo lugar tem um triplo empate técnico: Fernando Haddad (PT), Sérgio Moro, e Ciro Gomes (PDT) aparecem com 12%, 11% e 9%, respectivamente. Como a margem de erro é de 3,5%, considera-se empate. O apresentador Luciano Huck e o político Guilherme Boulos (PSOL) vêm logo atrás com 7% e 5% da preferência dos eleitores. Essa é a primeira vez que o psolista aparece na pesquisa desde que disputou o segundo turno nas eleições à prefeitura de São Paulo. Esses dados são da sondagem estimulada, quando o pesquisador apresenta os nomes dos possíveis candidatos aos entrevistados.

20 BILHÕES PARA VACINA

O presidente Jair Bolsonaro vai reunir autoridades e a Imprensa nesta quarta-feira, no Palácio do Planalto, para anunciar um plano nacional de vacinação contra a Covid-19. O objetivo é detalhar o plano já enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal) com informações sobre grupos prioritários e vacinas que serão adquiridas pelo governo federal. O planejamento do Ministério da Saúde envolve a vacinação de cerca de 51 milhões de pessoas em quatro fases. Estima-se um total de 108,3 milhões de doses necessárias para cobrir esse contingente. Na ocasião, Bolsonaro deverá assinar a MP que libera R$ 20 bilhões para compra das vacinas.

DEMOROU

O presidente Jair Bolsonaro afirmou na tarde desta terça-feira (15) que reconheceu a vitória de Joe Biden como presidente americano mais de 30 dias após as eleições. Ele pediu ao ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que fizesse o comunicado. “O americano é pragmático e vamos fazer um trabalho de cada vez mais aproximação”, apontou Bolsonaro. Jair Bolsonaro também destacou que não tecerá comentários que coloquem em dúvida o resultado das eleições americanas. “Não cabe eu falar absolutamente mais nada, esperei por reconhecimento e nós, aqui, já fizemos o comunicado agora há pouco ao presidente Joe Biden”. Bolsonaro também se manifestou pelas redes sociais.

ARROCHO NO BOLSO

A Petrobras anunciou novo reajuste nos combustíveis. A gasolina sofrerá aumento de 3% e o diesel, de 4%. O Dmar (combustível marítimo) também terá elevação, de 4,1%. Os novos valores entram em vigor nesta quarta-feira (16). Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o efeito nas bombas será de R$ 0,0518, na gasolina A; e de R$ 0,0749, no diesel. Este é o 40º reajuste da gasolina este ano, sendo 21 reduções e 19 aumentos. No diesel, é o 31º reajuste, 16 elevações e 15 quedas. Em 2 de dezembro, a estatal anunciou redução de 2% na gasolina.

COMEMORAÇÃO

Governadores dos estados produtores de grãos comemoram aprovação do repasse de até R$ 62 bi a estados e municípios em consequência da isenção da cobrança do ICMS na exportação, em consequência da Lei Kandir. Do total, R$ 58 bilhões serão transferidos em 17 anos; o restante dependerá dos leilões de petróleo. Discussões sobre o assunto já duram 24 anos e envolvem perdas em consequência da isenção da cobrança do ICMS na exportação. Só para lembrar, a Lei Kandir entrou em vigor em 1996, com regras para o ICMS — de competência estadual — com distribuição para estado (75%) e seus municípios (25%). O maiores beneficiados são os estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.

DEM AINDA SEM NOME

De uma lista que contava com mais de seis nomes, agora, apenas Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e Baleia Rossi (MDB-SP) estão no páreo para receberem o aval de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à eleição da Presidência da Câmara. Os parlamentares estiveram reunidos, ontem, com o bloco formado por DEM, MDB, PSL, PSDB, Cidadania e PV, mas não chegaram a uma definição. Os dois deputados apontados como preferidos por Maia são aliados de longa data dele. Ribeiro, por exemplo, foi designado relator da reforma tributária. Já Rossi, líder e presidente do MDB, foi escolhido como relator da proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária. Enquanto isso, o deputado Arthur Lira (PP-AL), segue como nome de Bolsonaro na disputa.

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