Bolsonaro comemora relatoria do pedido de impeachment de Alexandre de Moraes

CAIU NA GRAÇA

O presidente Jair Bolsonaro soltou uma gargalhada ao ouvir de um apoiador que o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado relator do pedido de impeachment contra o também ministro da Corte Alexandre de Moraes. Nunes Marques foi o primeiro magistrado indicado pelo presidente para ocupar uma cadeira no STF. Nos primeiros seis meses no cargo, o ministro tomou decisões que agradaram a bolsonaristas e provocaram mal-estar entre outros integrantes do Tribunal. No entanto, o presidente garantiu que não tem a intenção de interferir no processo. “Nem posso fazer isso”, completou.

FACA NO PESCOÇO

A Executiva Nacional do Cidadania decidiu convidar o senador Jorge Kajuru (GO) a se retirar do partido, caso contrário, será aberto um processo de expulsão dele da legenda. A sigla considerou que o parlamentar foi “subserviente” ao presidente Jair Bolsonaro na conversa que os dois mantiveram no último sábado, que foi gravada e divulgada pelo parlamentar em suas redes sociais. Na ocasião, o chefe do Executivo orientou Kajuru a operar para direcionar os trabalhos da CPI da Covid de forma que as investigações não o prejudiquem, além de ataques coordenados ao Supremo Tribunal Federal (STF). Kajuru não contesta as orientações do presidente. Ao contrário, concorda com todas elas. Enfim, briga de cachorro grande.

RASTILHO PÓLVORA

Wilson Dias/Agência Brasil

Correu feito fogo em rastilho de pólvora a notícia de que a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu que seja levado ao plenário da Corte uma queixa-crime contra o presidente Jair Bolsonaro pela acusação de genocídio dos povos indígenas durante a pandemia de covid-19. Os ministros devem avaliar se a Procuradoria Geral da República (PGR) abre inquérito para investigar o caso. A queixa-crime também acusa o presidente de genocídio por se omitir das ações de combate à pandemia em relação a população em geral. A decisão aperta o cerco em favor da CPI da Covid-19 e contra a harmonia entre Executivo, Legislativo e Judiciário que já estão em pé de guerra.

RECORDE DE IMPEACHMENT

Agora foi a vez do PDT protocolar pedido de impeachment contra o presidente Bolsonaro. Já são mais de 100 na Câmara, algo inédito na história da República Brasileira. O requerimento do PDT irá se unir aos demais pedidos de impedimento de Bolsonaro que já chegaram à Câmara e depende da análise do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL). Por falta de tempo hábil para uma profunda investigação, é possível que não dê em nada já que o mandato de Bolsonaro termina em 2022 e ele já manifestou desinteresse em projeto de reeleição. Será?

CUTUCOU ONÇA

Se não bastasse a oposição pegar pesado, agora foi a vez da cantora Anitta utilizar as redes sociais para alfinetar o presidente Jair Bolsonaro. Ela pediu aos seus fãs para não confiarem no presidente da República. Em um vídeo publicado nas redes, Anitta alerta sobre um possível acordo climático entre o chefe de estado brasileiro e Joe Biden, recém-eleito presidente dos EUA. No registro audiovisual, uma representante da comunidade indígena fala sobre um possível acordo secreto entre os presidentes dos EUA e Brasil. Nem é preciso adivinhar que Bolsonaro vai mandar Anitta para um “lugar tatuado”.

DEMOCRACIA

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, foi o escolhido para falar sobre a democracia brasileira no encerramento dos debates da Brazil Conference. O evento, promovido por estudantes de Harvard, do MIT e de outras universidades de Boston (EUA), está em sua sétima edição e vai até o dia 17 de abril. “As instituições devem atuar de forma independente, impondo freios e contrapesos recíprocos, porém harmônica, estando alinhadas entre si em prol da materialização dos valores constitucionais”, destacou um trecho do discurso de Fux.

IRRESPONSABILIDADE

Dos cerca de 23 milhões de brasileiros que tomaram a primeira dose de vacina contra a Covid-19, meio milhão não retornaram para receber a 2ª dose do imunizante. Cientistas alertam que o abandono vacinal pode comprometer a proteção do imunizante. O índice representa um abandono de 14,13%. E olha que o levantamento levou em consideração apenas a Coronavc, uma vez que o intervalo entre doses do imunizante de Oxford/AstraZeneca é de 90 dias. Portanto, taxas de abandono desta vacina só podem ser calculadas a partir do fim deste mês.A Coronavac é a principal vacina contra a Covid-19 aplicada no Brasil.

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