Após Salles ser alvo da PF, Bolsonaro elogia ministro: “Excepcional”

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) elogiou, ontem (20/5), o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Durante transmissão ao vivo nas redes sociais, definiu o chefe da pasta como um “excepcional ministro”.

A declaração de Bolsonaro ocorre um dia após a Operação Akuanduba, deflagrada pela Polícia Federal na manhã dessa quarta (19/5), que tem como objetivo apurar crimes ambientais e contra a administração pública.

Salles e o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eduardo Fortunato Bim, estão entre os alvos da operação. Bim foi afastado do cargo.

“Realmente o Brasil é um país complicado. Bastante complicado. Agora, tem melhorado em alguns aspectos. Temos problemas. Por exemplo: o ministro Ricardo Salles, um excepcional ministros, mas as dificuldades que ele tem junto a setores aparelhados do Ministério Públicos, os xiitas ambientais. As dificuldades são enormes”, destacou Bolsonaro.

“Não é apenas a Tereza Cristina [ministra da Agricultura] responsável por ajudar o campo a produzir mais. É do Ricardo Salles também. É do governo federal também”, completou.

A operação

A Operação Akuanduba investiga crimes contra a administração pública, como corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e, especialmente, facilitação de contrabando, praticados por agentes públicos e empresários do ramo madeireiro.

Após o início da operação, Salles foi à Superintendência da PF, em Brasília, por conta própria. Pelo menos 160 policiais federais cumprem 35 mandados de busca e apreensão no DF e nos estados de São Paulo e do Pará.

Entre os endereços que foram visitados pela PF, estão a sede do Ibama, o Ministério do Meio Ambiente e o apartamento de Salles, em São Paulo.

As medidas foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O que diz Salles

Horas após a operação ser deflagrada, o ministro do Meio Ambiente afirmou, na quarta, que foi surpreendido pela PF e viu definiu a ação como “exagerada” e desnecessária”.

“Minha manifestação é de surpresa com essa operação, que eu entendo exagerada, desnecessária, até porque todos, não só o ministro, que foram citados e incluídos nessa investigação estiveram sempre à disposição para esclarecer quaisquer questões”, disse Salles à imprensa.

Salles afirmou ainda que o Ministério do Meio Ambiente atua sempre com “bom senso, respeito às leis e respeito ao devido processo legal”, desde o início do governo. O ministro também afirmou acreditar que, da forma como foi instruído, o inquérito levou o ministro Alexandre de Moraes “ao erro”.

“Essas ações jamais aconteceram. O ministério e o Ibama sempre procuraram agir de acordo com as regras, com bom senso e com equilíbrio, isso ficará demonstrado nos autos do inquérito conforme eles forem instruídos”, prosseguiu.

Da redação com o Metrópoles

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