“Estamos na iminência de ter um pastor ministro do STF”, diz Bolsonaro

Em culto da Assembleia de Deus realizado nesta terça-feira (26/10) em Boa Vista, capital de Roraima, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que o país está “na iminência de ter um pastor ministro do Supremo Tribunal Federal”. Em julho, Bolsonaro indicou o pastor presbiteriano André Mendonça ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas a tramitação está empacada desde então.

“Estamos, se Deus quiser, na iminência de ter um pastor ministro do Supremo Tribunal Federal. Uma pessoa que tem um currículo invejável, que tenho conversado com ele de há muito, que sabe das dificuldades não para passar na sabatina – que ele passa com nota quase 10 –, mas da dificuldade, na votação secreta, de ter seu tome aprovado”, afirmou Bolsonaro.

A indicação de Mendonça — que foi ministro da Justiça e Segurança Pública e Advogado-Geral da União da atual gestão — atende a uma promessa feita por Bolsonaro ao segmento evangélico de indicar para uma vaga na Suprema Corte um ministro “terrivelmente evangélico”.

Bolsonaro lembrou da proximidade com o indicado – “Ele tem tomado tubaína comigo há dois anos” – e disse que ele assumiu dois compromissos: começar a primeira sessão de cada semana do Supremo com uma oração e almoçar com o chefe do Executivo federal uma vez por mês.

“Ele não quer nem eu quero perseguir ninguém dentro do Supremo Tribunal Federal. Não queremos perseguir ninguém. Queremos é levar a paz lá para dentro, o equilíbrio. Essas pautas sobre conservadorismo o tempo todo estão dentro daquela Casa”.

Segundo o mandatário, Mendonça poderá pedir adiar a análise de pautas contrárias à agenda conservadora ao ficar “sentado em cima do processo a vida toda”.

Tramitação no Senado

A indicação de André Mendonça está parada no Senado há mais de três meses. Ele foi indicado para a vaga do ex-ministro Marco Aurélio Mello em 13 de julho. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), tem barrado a marcação da sabatina de Mendonça, primeiro passo para a análise da indicação. O senador tem forte resistência ao nome e defende alternativas.

Cabe a Alcolumbre marcar uma data, mas o senador, que foi presidente do Senado entre 2019 e 2020 e era aliado do governo federal, tem forte resistência ao nome e defende alternativas.

Depois de sabatinado pela CCJ, Mendonça precisa reunir os votos favoráveis de 41 dos 81 senadores, maioria absoluta em plenário, para assumir uma cadeira na Suprema Corte.

 Da redação com o Metrópoles

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