“Um passo para um homem e um salto para os evangélicos”, diz Mendonça

O ex-ministro André Mendonça, que teve seu nome aprovado nesta quarta-feira (1º/12) pelo Senado Federal para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), disse que sua vitória representa um grande salto para os evangélicos brasileiros.

Ele agradeceu os apoios ao seu nome e disse que a primeira reação, após a aprovação por 47 votos a favor e 32 votos contrários, foi dar “glórias aa Deus”.

“Queria agradecer a todos os brasileiros que intercederam por mim, mas, de modo especial, a primeira reação foi dar glórias a Deus por essa vitória”, ressaltou.

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“É um passo para um homem, mas na história dos evangélicos do Brasil é um salto. Um passo para um homem e um salto para os evangélicos”, enfatizou, parafraseando a chegada do homem à Lua, na década de 60, quando o astronauta norte-americano Neil Armstrong classificou o feito como “um pequeno passo para o homem, mas um grande salto para a humanidade”.

Depois da sabatina, Mendonça assistiu à votação do plenário no gabinete do senador Luiz do Carmo (MDB-GO). Com a vitória confirmada, toda a bancada evangélica seguiu para o local para cumprimentá-lo. Já estavam lá a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves.

Também esteve no gabinete o ex-senador Magno Malta (PL-ES), que é pastor batista e que foi um dos principais entusiastas da campanha de bolsonaro no meio evangélico. Foi Malta que conduziu a oração de agradecimento quando Bolsonaro foi eleito presidente. No entanto, não recebeu de Bolsonaro a pasta, que acabou ficando a cargo de Damares. O pastor Marcos Feliciano (PL-SP) também foi ao enconro de Mendonça.

Dentro do gabinete, de acordo com os presentes, houve mais orações de agradecimento pela aprovação do novo ministro.

Terrivelmente evangélico

O nome de Mendonça foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) por ser “terrivelmente evangélico”.

Ex-advogado-geral da União e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública de Bolsonaro, Mendonça foi indicado pelo presidente em 13 de julho deste ano, logo após a aposentadoria do ex-ministro Marco Aurélio Mello.

A resistência de setores do Congresso a seu nome, porém, fez com que a negociação até a marcação da sabatina se arrastasse por pouco mais de quatro meses. Presidente da CCJ, o senador Davi Alcolumbre (DE-/AP), foi o principal responsável por essa demora, que deixou o Supremo desfalcado nos julgamentos.

André Mendonça foi o segundo indicado pelo presidente Bolsonaro ao Supremo — o primeiro foi o hoje ministro Kassio Nunes Marques.

Da redação com o Metrópoles

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