Defesa de Dilma pedirá anulação do impeachment após delação de Funaro

Por Letícia Valadares

O advogado da ex-presidente da República Dilma Roussef, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta segunda-feira (16), que vai usar a delação de Lúcio Funaro, divulgada na ultima sexta-feira (13), para pedir a anulação do processo que resultou no impeachment do ano passado. O pedido deverá ser realizado nesta terça-feira (17).

Em nota, Cardozo afirma que o depoimento de Funaro mostra que “o ex-deputado Eduardo Cunha comprou votos de parlamentares em favor do impeachment”, e diz que o Poder Judiciário não poderá deixar de se pronunciar a respeito. “Entendemos que na defesa da Constituição e do Estado Democrático de direito, o Poder Judiciário não poderá deixar de se pronunciar a respeito, determinando a anulação do impeachment de Dilma Rousseff, por notório desvio de poder e pela ausência de qualquer prova de que tenha praticado crimes de responsabilidade”, argumenta.

Segundo ele, desde o início eles desconfiavam da legitimidade do processo, e a delação de Funaro apenas confirmou as suspeitas. “Desde o início do processo de impeachment, a defesa da presidenta eleita Dilma Rousseff tem sustentado que o processo que a afastou da Presidência da República é nulo. Agora, na delação premiada do senhor Lúcio Funaro, ficou demonstrado que o ex-deputado Eduardo Cunha comprou votos de parlamentares em favor do impeachment”, disse Cardozo.

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