Aécio deve decidir sua renúncia da presidência do PSDB

Por Gabriela Mestre

Com supervisão de Lucas Lyra

Como presidente titular do PSDB, Aécio Neves (MG) deve responder nessa terça-feira (24) o pedido recebido para que renuncie a presidência. O presidente interino do partido, Tasso Jereissati (CE), recomendou e defendeu a renúncia na última quarta-feira (18)  apoiado por outros senadores tucanos. O pedido foi feito depois que o Senado derrubou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em afastar Aécio do seu cargo de senador após denúncias da Lava Jato.

De acordo com Jereissati, Aécio não tem condições de permanecer como presidente. O senador foi denunciado por pedir R$ 2 milhões ao empresário do grupo J&F, Joesley Batista, mas negou que o dinheiro seja propina. Depois de receber assistência do Senado para permanecer em seu cargo, membros do PSDB alegaram que a denúncia arranhou a imagem do partido. Ao ser afastado pelas investigações, em maio, Aécio indicou Jereissati como presidente interino, que agora pede sua abdicação total da presidência.

Hoje, Aécio é responsabilizado pela divisão instalada no Partido Social Democracia Brasileira. Dentre os pedidos pela renúncia, há quem defenda que o tucano permaneça na função de presidente, como o prefeito de São Paulo, João Doria, e o governador de Goiás, Marconi Perillo, ambos tucanos.

A decisão por renunciar só cabe a Aécio. Em dezembro, novas eleições internas ocorrerão no partido, o que serve de justificativa aos membros que sustentam a permanência de Aécio no seu atual cargo do PSDB. Para o líder da legenda na Câmara, Ricardo Tripoli (SP), a maioria dos tucanos querem Tasso como presidente definitivo.

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