Desonerar folha ajudará a aprovar PEC dos Precatórios, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse, na noite desta quinta-feira (11/11), durante a tradicional live semanal nas redes sociais, que a prorrogação da desoneração da folha das empresas ajudará na aprovação da PEC dos Precatórios no Senado e na reforma administrativa. O chefe do Executivo federal se reuniu nesta manhã com empresários de todo o país para discutir o assunto. Na ocasião, ele assegurou que vai prorrogar a desoneração da folha de pagamento das empresas por mais dois anos.

“Hoje, em conversa lá com a ministra Tereza Cristina e o ministro Paulo Guedes, uns 10 ou 12 empreendedores do Brasil, nós resolvemos prorrogar por mais 2 anos a desoneração da folha. Isso dá quase R$ 8 bilhões por ano. Dizer que eles assumiram o compromisso. Isso vai ajudar a aprovar a PEC dos Precatórios e a reforma administrativa”, disse Bolsonaro.

Garantindo que não existe perseguição à mídia, Bolsonaro ressaltou que a prorrogação será estendida aos veículos de imprensa. “Deixar bem claro, nessa desoneração de folha, os grandes interessados são os órgãos de imprensa e televisões”, disse Bolsonaro.

E aproveitou para “tranquilizar” os atuais servidores públicos: “Quero deixar bem claro que [a reforma administrativa] não pega nenhum atual servidor, só para futuros servidores. Logicamente isso é bem-vindo, mais distribuição de empregos e etc”.

Empresários

Em conversa com a imprensa, logo após a reunião com Bolsonaro, empresários comentaram o que foi discutido e reforçaram suas demandas.

“A reunião foi muito melhor do que se esperava. Ele entendeu que estamos em muitos municípios como maiores empregadores. Se não passasse a desoneração, teríamos demissão em massa nessas cidades, o que é um caos, porque nesses lugares não tem outra opção de emprego. Jovens vão para onde? Droga, tráfico, crime? Isso é muito importante”, frisou o presidente da Associação Brasileira de Telesserviço (ABT), John Anthony von Christian.

A desoneração da folha permite às empresas substituir a contribuição previdenciária, de 20% sobre os salários dos empregados, por uma alíquota sobre a receita bruta, que varia de 1% a 4,5%.

Os modelos da economia que podem aderir à regra são: as indústrias têxtil, de calçados, máquinas e equipamentos e proteína animal, construção civil, comunicação e transporte rodoviário.

Da redação com o Metrópoles

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