Marco Aurélio Mello critica presença de militar na diretoria do TSE

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello discorda da nomeação do general da reserva Fernando Azevedo e Silva para a diretoria-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Marco Aurélio, que foi presidente da corte eleitoral, deixou claro o seu incômodo com a presença do militar no TSE.

Na opinião de Marco Aurélio, presença
de militar no TSE pode ser um mau exemplo
Felipe Sampaio/STF

Segundo o ministro aposentado, a indicação de Azevedo e Silva para o cargo pode mandar uma mensagem ruim para o sistema de Justiça brasileiro.

“Nem na época de exceção, no regime militar vivenciado pelo Brasil, isso ocorreu”, comentou Marco Aurélio. “Sob a minha ótica, talvez equivocada, é negativo. O exemplo frutificará, já que vem de cima? Os (tribunais) regionais buscarão assessoria militar?”.

Fernando Azevedo e Silva foi ministro da Defesa na gestão de Jair Bolsonaro e deixou o governo em março deste ano. A saída foi resultado da insatisfação do presidente da República com sua postura no cargo, já que Azevedo e Silva se mostrou contrário ao envolvimento das Forças Armadas na defesa dos interesses políticos de Bolsonaro. Ele foi substituído pelo general Walter Braga Netto.

O ex-ministro da Defesa atuou também como assessor especial do Supremo, a convite do ministro Dias Toffoli, que na época era o presidente da corte.

Da redação com o ConJur

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *