“Mensalinho” era regra da AL de Mato Grosso

Por Gabriela Mestre

Com supervisão de Lucas Lyra

De acordo com o ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), desde que entrou na Assembleia Legislativa, em 1999, todas as eleições foram realizadas por meio da compra de votos de parlamentares e deputados estaduais. A afirmativa foi feita por meio de delação premiada homologada pelo STF do peemedebista, que foi preso em setembro de 2015.

As propinas que pagavam dívidas de campanha eram recebidas pela Mesa Diretora e repassadas aos legisladores para dar apoio às eleições da Mesa. Inicialmente, os valores aproximavam-se de R$150 mil por parlamentar. Porém, segundo Silval, na eleição que o tornou presidente e José Riva (PSD), secretário, em 2005/2006, esse número cresceu para até R$ 250 mil.

O financiamento era proveniente de empréstimos que chegaram a R$ 2 milhões feitos por Silval e Riva com o então empresário Valdir Piran, que seria pago com o “retorno” de 15% a 25% do pagamento das empresas prestadoras de serviços da Assembleia. Além disso, Blairo Maggi, ex-governador e atual ministro da Agricultura, se dispôs a suplementar o orçamento para a quitação das dívidas, em troca de apoio ao seu governo.

De acordo com Silval, o esquema conhecido como “mensalinho” envolvia os seguintes deputados estaduais e ex-parlamentares: Campos Neto, Carlos Brito (PSB), Chico Daltro (PSD), Dilceu Dal Bosco (DEM), Eliene Lima (sem partido), Hermínio José Barreto (PR), João Malheiros (PR), Mauro Savi (PSB), Pedro Satélite (PSD), Sebastião Rezende (PSC), Sérgio Ricardo, Joaquim Sucena (DEM), Carlos Carlão (PSD), Alencar Soares (PSDB), José Carlos de Freitas (sem partido) e Humberto Bosaipo.

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