Em áudio gravado por Kajuru, Bolsonaro xinga e ameaça agredir senador Randolfe Rodrigues

O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) divulgou nesta segunda-feira (12) um novo trecho do áudio de uma conversa com o presidente Jair Bolsonaro sobre a CPI da Pandemia. No novo trecho, Bolsonaro xinga o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e ameaça agredi-lo.

Randolfe foi autor do requerimento para instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a fim de apurar eventuais omissões do governo federal no combate à pandemia da Covid-19.

Em uma rede social, Randolfe afirmou que não se intimidará com a ameaça de Bolsonaro e que a “violência costuma ser uma saída para os covardes que têm muito a esconder”.

Kajuru divulgou no domingo, nas redes sociais, um primeiro trecho da conversa que teve por telefone com Bolsonaro, que foi gravada pelo senador. Kajuru afirmou que avisou Bolsonaro sobre a gravação antes de divulgar o áudio do telefonema. Segundo ele, o presidente não se opôs.

Nesta segunda, durante entrevista à Rádio Bandeirantes, ele reproduziu mais uma parte do diálogo, na qual diz que não participará da CPI caso a apuração seja “revanchista”. Bolsonaro, então, falou:

“Mas se você não participa, daí a canalhada lá do Randolfe Rodrigues vai participar. E vai começar a encher o saco. Daí, vou ter que sair na porrada com um bosta desse”.

Decisão de Barroso

Na semana passada, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Senado instale a CPI. Desde então, Bolsonaro e aliados trabalham para que a comissão apure também a atuação de governadores e prefeitos na pandemia.

Kajuru é favorável a incluir prefeitos e governadores entre os alvos da CPI – já tramita um requerimento no Senado nesse sentido.

No trecho da ligação divulgado no domingo, Bolsonaro cobrou do senador que a CPI só vai investigar o governo federal e disse temer que o relatório da comissão seja – nas palavras do presidente – “sacana”.

Na conversa, Bolsonaro pressionou Kajuru a fazer pedidos de impeachment de ministros do STF.

Da redação com o G1

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